Sentir demais é quase uma sentença de cansaço em um mundo que normalizou a frieza. Quem tem o coração aberto se machuca mais, chora mais, mas também experimenta a vida com uma profundidade que almas rasas jamais conhecerão.
Caio Fernando Abreu é o padroeiro dos intensos. Ler Caio é como sentar em uma mesa de café em uma tarde chuvosa e ouvir alguém dizer: 'Eu sei o que você está sentindo, e você não está louca.'
O silêncio de quem sente muito não é falta de afeto; é excesso de pudor diante da incompreensão alheia. Quantas vezes engolimos as nossas palavras por medo de assustar o outro com a nossa imensidão?
Manter a capacidade de amar e se emocionar em meio às desilusões da vida adulta é um ato de resistência poética. Os cínicos parecem protegidos, mas estão apenas anestesiados.
Respeite os seus invernos. Há períodos em que a vida pede recolhimento, silêncio e chá quente. As respostas que você tanto procura não virão na agitação, mas na serenidade de quem aprendeu a confiar na sua própria trajetória.